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12 de junho de 2017

Investir em transporte público
é a solução para melhorar o ar

Investir em transporte público

Entrevista ao Novo Jornal

Especialistas em qualidade do ar estiveram reunidos nos dias 6, 7 e 8 de junho em Natal, no Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte, para as atividades do "III fórum de discussão: Qualidade do Ar em Natal e Políticas Públicas". O evento fez parte da programação da Semana do Meio Ambiente, promovido pela Prefeitura de Natal. No debate e apresentação de estudos, os pesquisadores concordaram em um ponto: a manutenção da qualidade do ar depende de atitudes tomadas pelo poder público, iniciativa privada e sociedade em geral.

Os palestrantes abordaram diverso ângulos relativos a questão da qualidade do ar na cidade. Dentre eles, a necessidade de investimento em transporte público para a diminuição de gases tóxicos na atmosfera. O superintendente da Federação das Empresas de Transporte do Nordeste (Fetronor), Eiblyng Scardini Menegazzo (foto), destacou a necessidade de sinergia entre o planejamento público e as atitudes das pessoas para uma melhor qualidade do ar e meio ambiente. Ele defende a valorização de meios alternativos aos carros, como o transporte coletivo. "Não adianta de nada se as pessoas não perderem essa cultura do carro. A saída para diminuir a poluição é aumentar o investimento em transporte coletivo", disse.

Segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RN), há atualmente 1.202.441 veículos em geral circulando pelo estado. Mais de 32% se concentram em Natal. Na capital são 219.449 automóveis - equivalente a 42& da frota do Rio Grande do Norte - e ainda 8.478 utilitários. Já em relação ao transporte coletivo, a cidade possui apenas por menos de 3,9 mil ônibus e microonibus. A quantidade de veículos particulares é um problema. Menegazzo apresentou dados que mostram que a poluição em Natal tem como fonte praticamente exclusiva o excesso de carros nas ruas.

"As faixas exclusivas de ônibus as vezes recebem críticas, mas em Natal, os carros e motos são os maiores poluidores. As emissões dos ônibus, por exemplo, não chegam a 0,1% do que é produzido aqui. Além disso, é uma questão social. Como você não vai dar passagem a um veículo que leva 80 pessoas se você está sozinho no seu carro? O direito de 80 pessoas vale mais que o dinheiro de uma só, até porque, você sozinho no seu veículo, está poluindo mais que aquelas 80 que estão no transporte coletivo. Isso é justiça social", avaliou o dirigente.

O evento teve como primeira palestrante a professora Judith Johanna Hoelzemann, da Universidade federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que falou sobre os estudos da composição química da atmosfera nas áreas urbanas do Brasil Qualidade do Ar e Clima.

Fonte: Novo Jornal

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