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09 de janeiro de 2013

Ações Governamentais, Atitudes Positivas, mais civilidade e educação do condutor e pedestre

Ação Governamentais – (Federal, Estadual ou Municipal)


Vivemos o caos no trânsito de João Pessoa. O tema foi parte de importantes debates na recente
eleição para prefeito e é uma das mais constantes queixas da população quando se fala sobre os
principais problemas de uma cidade. A capital paraibana tem uma das melhores frotas de ônibus
do país, mas não tem mobilidade para dar fluidez nos horários desse ônibus, quando chegam aos
grandes corredores travam nos congestionamentos. Óbvio que em João Pessoa, o transporte de
massa e as opções alternativas como ciclovias ainda não receberam a atenção que deveriam por
parte dos gestores, e sem investimento na tão falada MOBILIDADE URBANA, estamos longe,
muito longe, de oferecer boas opções para que a população deixem de usar seus carros, a fim de
desafogar as ruas e avenidas.
Lembramos que até 2014, os gestores municipais devem colocar em pratica à Lei Nº 12.587, de
janeiro/2012. Que institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana. 

Atitudes Positivas, mais civilidade e educação – (Condutores e Pedestres)

Mas, fica a pergunta: será que estas mesmas pessoas que reclamam da situação do trânsito de
João Pessoa fazem a parte que lhes cabe para, ao menos, tentar amenizar estes problemas?
Essa é para refletir. Qual seu comportamento?
Por dois dias (04 e 05 de janeiro) fiquei a observar alguns comportamentos de condutores,
pedestres e passageiros, quando o caos está instalado, na Av. Epitácio Pessoa, pude constatar
que a tendência é que as pessoas imitem este caos em suas ações, as pessoas acabam
repetindo os padrões errados adotados por outros motoristas e pedestres, não se sentem
constrangidas em: buzinar, fechar cruzamento, parar sobre a faixa de pedestre, e em alguns
casos engarrafam as aéreas próximas aos colégios quando vão deixar seus filhos, não se dão
ao trabalho nem de parar uns 30, 50 metros antes ou depois. “Veja que exemplo nós damos
para nossas crianças que estão em formação. E quanto ao pedestre, passam entre os veículos,
atravessam as ruas sem os devidos cuidados, não utilizam a faixa de segurança e até xingam os
condutores. “Constatei também que os agentes que deveriam ordenar o fluxo não aparecem e se
não tem ordem ou punição, todo mundo faz porque não tem quem diga a ela que não faça”.
A maioria dos acidentes no trânsito acontece por infrações: uma invasão de sinal falta de
atenção, presa de chagar ao seu destino ou alguém que dirigiu bêbado. Durante esses dois dias
foram observados, casos de total desobediência no trânsito em especial logo após passar um
ponto de fiscalização.

Mudança de hábito

A relação com o trânsito nas grandes cidades já vem influenciando algumas pessoas até mesmo a escolherem o seu trabalho em lugares de mais fácil acesso, visando exatamente uma melhor qualidade de vida.  Quando os nossos governantes irão se convencer de que as mortes no trânsito só diminuirão
quando houver educação para o trânsito na escola?
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prescreve no seu art.76 que “a educação para o trânsito
será promovida na pré-escola e nas escolas de 1º, 2º e 3º graus, por meio de planejamento e
ações coordenadas entre os órgãos do Sistema Nacional de Trânsito da União, dos Estados,
Distrito Federal e Municípios”. No Art. 19, XV, o CTB coloca como competência do DENATRAN
“promover em conjunto com os órgãos competentes do MEC, de acordo com as diretrizes
do CONTRAN, a elaboração e implementação de programas de educação de trânsito nos
estabelecimentos de ensino”. E o mesmo DENATRAN é quem administra o fundo nacional de
educação e segurança de trânsito, para o qual vão 5% dos valores das multas aplicadas aos
usuários do país. Um dinheiro para ser aplicado em programas, campanhas e nas escolas. O
máximo que acontece, é na Semana Nacional do Trânsito, algumas ações, no resto do ano, não
se toca mais no assunto. E, assim, na maioria das escolas grassa a omissão. Defendo Educação
para o Trânsito, integrando o tema Cidadania. Elementar! Complicada é a capacidade de as
autoridades governamentais priorizarem este tipo de educação, em quanto isso não acontece,
tudo fica como está: na escola pouca educação de trânsito, e na rua muitas mortes e confusão.

Luiz Carlos André – Presidente da ONG ETEV

AUTOR
Luiz Carlos André - Presidente da ONG ETEV

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