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17 de setembro de 2012

Acidentes viram “epidemia”
Acidentes de trânsito responsáveis por 70% dos atendimentos por causas externas no Hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá

Acidentes viram “epidemia”

Os acidentes de trânsito são responsáveis por 70% dos atendimentos por causas externas no Hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá. Dos 5.321 pacientes, 3.761 foram vítimas de colisões e atropelamentos. Os números foram registrados entre os meses de janeiro e julho deste ano.

 

Conforme o relatório, 69% dos acidentes envolvem motociclistas. Segundo levantamento do Ministério da Saúde, divulgado ontem, o Brasil gasta cerca de R$ 200 milhões por ano só com pacientes deste tipo, o que representa na visão estatal uma verdadeira “epidemia”.

 

Em Mato Grosso, não há uma quantidade precisa do gasto com vítimas de acidentes de trânsito, mas segundo o coronel Wilson Batista, do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, deve ser contabilizado os custos com procedimentos cirúrgicos, medicamentos e até mesmo os benefícios do Instituto do Seguro Social, que são garantidos para trabalhadores afastados do emprego.

 

Os acidentes registrados variam desde atropelamentos a ocorrências com bicicletas, motos e carros. No ano passado, de janeiro a julho, foram 9.019 atendimentos no Pronto-Socorro, dos quais 57% foram por acidentes de trânsito.

 

O aumento significativo registrado este ano, não só no Estado de Mato Grosso, mas no país todo, classifica a situação como uma epidemia. O agravante é que, de todas as ocorrências, mais da metade é com motocicletas.

 

Dados do levantamento do Ministério da Saúde demonstram que o custo de internações no estado de Mato Grosso de acidentes envolvendo motocicletas triplicou de 2008 para 2011, passando de R$ 912 mil para R$ 2,2 milhões. Isso significa que a quantidade de internações de pacientes nessas condições passou de 1.249 para 2.479, sendo que os óbitos registrados aumentaram de 311 para 385, no mesmo período.

 

De acordo com o coronel Batista, grande parte destes acidentes é resultado da imperícia, negligência e imprudência por parte dos condutores. Dados da Operação Duas Rodas, do Batalhão de Trânsito, indicam que 90% dos acidentes de trânsitos são causados por erro humano. Apenas 6% são devido ao mau estado das vias e 4% por problemas mecânicos.

 

A operação também registrou três mil notificações de condutores de motocicleta sem habilitação na capital mato-grossense, em 2012. “As pessoas têm o hábito de aprender a dirigir com terceiros, que vão repassando os seus vícios e complicando ainda mais a situação”, explicou Batista.

 

Ele também apontou para o fato de o ensino nas escolas de trânsito ser muito precários, e não preparar a pessoa para enfrentar o trânsito de fato. Para ser habilitado, o aluno têm que ter 40 horas de aula teórica, e 20 de prática. “Mas os testes, principalmente os de motocicleta, não preparam o aluno para o trânsito que ele encontra na rua, os engarrafamentos no centro da cidade, ou as dificuldades que ele pode enfrentar”, disse o coronel.

 

Para complicar os problemas de trânsito no estado, apenas 20 dos 142 municípios de Mato Grosso estão cadastrados no Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Isso significa que o Estado deixa de arrecadar aproximadamente R$ 1,2 milhão em fiscalização e cobranças de multas.

 

Além disso, esse dinheiro que deveria ser arrecadado deixa de ser investido em melhorias para o sistema viário e trânsito da cidade. “É necessário mudar a consciência do cidadão na forma de se conduzir um veículo. Evitar o uso de celular e bebidas alcoólicas enquanto estiver dirigindo, e desenvolver o sistema de formação de condutores”, concluiu Batista.

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