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28 de julho de 2020

Cidade inova com
"Uber do transporte público"

Cidade inova com

Com o celular na mão, o cidadão indica seu ponto de partida e o local para onde quer ir. Mas no lugar de um carro de aplicativo, chega para atendê-lo um micro-ônibus, com outros passageiros que vão para destinos próximos.

A operação é feita por uma empresa de transporte público e o preço, em função do compartilhamento, é mais baixo do que os oferecidos por plataformas como a Uber ou 99.

O modelo, chamado de rota flexível, deve começar a ser operado em janeiro de 2021 em São José dos Campos, pólo tecnológico do Vale do Paraíba (SP), e é apontado como uma das saídas pensadas pelas cidades para modernizar um serviço cuja utilidade tem sido, ao longo dos anos, inversamente proporcional à qualidade.

Se a pandemia do coronavírus evidenciou o flagelo dos mais pobres na área da saúde, no transporte público a crise afetou fortemente o sistema adotado por quase todos os municípios do país.

Segundo a Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), por falta de passageiros, as empresas de ônibus acumularam prejuízo de R$ 3,72 bilhões de março a junho, período de maior isolamento social. De julho a dezembro, a estimativa é de um déficit de R$ 5,07 bilhões.

Tudo isso acabou acelerando a discussão sobre a perda de competitividade dos ônibus como meio de transporte urbano. Segundo a ANTP, eles já vinham sendo trocados por motocicletas e carros de aplicativo. A rota flexível de São José dos Campos, que vai conviver com as linhas tradicionais, surgiu dessa realidade.

Novos financiamentos

Entre as opções, há ainda 20 carros elétricos compartilhados, que hoje podem ser usados por aplicativo, nos mesmos moldes do aluguel de bicicletas. Os apps serão geridos por fintechs.

Sérgio Avelleda, diretor de mobilidade urbana do programa de cidades sustentáveis da World Resources Institute e ex-secretário de mobilidade de transporte de São Paulo, defende novas formas de financiamento, por meio da cobrança de vagas de estacionamento nas ruas e criação de taxas de congestionamento.

Fonte: O Globo

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