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10 de maio de 2019

Diminui número
de usuários no transporte

Diminui número

Entre os anos de 2016 a 2019 houve uma diminuição significativa no número de usuários do transporte público de Campo Grande. Conforme dados da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), a taxa de redução é de 19% dos passageiros pagantes e somando com os não pagantes essa taxa sobe para 21%. "Esse é um número real, um número das catracas, de ônibus e terminais e se você pegar mais lá atrás, em 2012, quando o Consórcio Guaicurus assinou o contrato, essa taxa de redução vai dar maior ainda, pelo menos uns 2% a menos. Até mesmo no horário de pico houve redução, e que não notamos essa diminuição. O transporte coletivo caiu a nível nacional, essa não é uma realidade só de Campo Grande", garante o diretor-presidente da Agetran, Janine de Lima Bruno.

Ainda de acordo com o diretor- presidente, diversos fatores têm influenciado nesta queda, como a descentralização da cidade, os motoristas de aplicativo e a facilidade em comprar um carro novo que acarreta em um trânsito maior e como o ônibus faz parte deste trânsito, ocorre um descontentamento por parte do usuário que gastam um tempo maior no deslocamento.

"Cada vez você tem mais trânsito, se o veículo já anda mais devagar, o ônibus vai andar mais devagar ainda porque ele é muito maior. Então, você começa a somar todos esses fatores que foram impactando no transporte, isso a nível do Brasil. A principal melhoria hoje, no transporte público e o que mais precisa é de rapidez para que o usuário volte a andar de ônibus e que em vez de uma viagem de 1 hora, ele faça uma viagem de 30 minutos e ocupe o restante do tempo com outros fins", explica Janine.

E na busca por essa rapidez, tendo em vista que o transporte público compete com o trânsito, a Agetran está investindo nos corredores de ônibus. "Temos que trabalhar com corredores e é o que estamos fazendo, corredor na rua Brilhante, agora vem o da Avenida Bandeirantes, já conseguimos a liberação para fazer o da Rua Bahia e da Rua Calógeras. Conforme a Caixa Econômica vai liberando, nós vamos licitando e desenvolvendo.

Com o corredor você ganha velocidade média do ônibus e você consegue ainda ter menos ônibus, com isso, quando você anda a 17 km/h, por exemplo, você precisa ter 10 ônibus atendendo para conseguir fazer os horários, se você consegue aumentar para 25 km/h você não precisa mais de 10 ônibus, você pode colocar 9 ou 8 ônibus, então você tem menos quilometragem com isso menos impacto na tarifa do ano que vem", assegura o diretor- -presidente.

E se os números mostram uma redução de passageiros é natural a diminuição da frota, segundo Janine, e isso não quer dizer que vai deixar de atender a população, até porque a Agetran tem um setor que cuida e está atento a todas essas modificações. "Então é aquela equação que eu sempre falo do ônibus, passageiro e quilometragem e foi o que sempre foi feito em Campo Grande.

Aumenta passageiro, aumenta ônibus, só que agora começou o contrário, e você tem que ir descendo a quilometragem, porque se não na próxima tarifa ao invés de ela custar, por exemplo R$ 4 , vai custar R$ 7.

E não tem que tirar ônibus no horário de pico, mas fora, nos entre picos, onde tem ônibus vazios rodando e gerando custo, e quem paga é o usuário e nós não queremos isso, é injusto, e também não estou defendendo a empresa, estou defendendo o sistema, para que funcione bem sem prejuízos", afirma.

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