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22 de junho de 2020

Empresas reavaliam
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Empresas reavaliam

As primeiras notícias pós-pandemia sobre o transporte eram desanimadoras. Mais de 90% do setor havia sido afetado negativamente; 71,1% das empresas estavam enfrentando problemas de caixa; 53,7% delas disseram que não suportariam mais do que um mês de operação sem socorro financeiro. Os dados foram coletados pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) no início de abril e constam da primeira Pesquisa de Impacto no Transporte – Covid-19.

Para alguns negócios, porém, a dificuldade ocasionada pela emergência sanitária funcionou como um freio de arrumação. Um exemplo desse redirecionamento de esforços vem da experiência de empresas do setor rodoviário de cargas e do setor aéreo.

“Nós estamos sentindo muito pouco as restrições impostas pelo isolamento social, e tenho a impressão de que vamos sair fortalecidos desse processo”, avalia o diretor-presidente da transportadora Braspress, Urubatan Helou.

De acordo com o CEO, eles souberam identificar uma oportunidade logo no início da crise. “Sempre fomos uma empresa que transportava muito B2B (business to business), ou seja, de empresa para empresa. E tínhamos uma fração pequena nos nossos negócios de B2C (business to consumer, da empresa para o consumidor final). Ocorre que, quando houve o fechamento e as restrições do varejo no Brasil inteiro, o B2C tomou uma dimensão muito grande”, explica.

A partir dessa constatação, foi montada uma nova estratégia. “Na nossa empresa, temos duas TIs (tecnologia da informação): uma de manutenção e outra de evolução. Assim, quase imediatamente, no período de uma semana, a nossa TI de evolução preparou, dentro da nossa plataforma digital, sistemas que pudessem suportar as operações B2C. Fomos ao mercado oferecer nossas opções B2C, e o nosso fluxo de cargas cresceu vertiginosamente. Hoje, temos majoritariamente uma operação B2C – e estamos indo muito bem”, revela.

Nova vocação no setor aéreo

A circunstância da pandemia exigiu capacidade de adaptação também por parte do transporte aéreo. O modal tem sido requisitado para a entrega de produtos e insumos hospitalares, tais como equipamentos de proteção individual, respiradores, álcool em gel e alimentos. Sintonizada com a demanda, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aprovou o transporte exclusivo de cargas na cabine de passageiros. A medida, de 4 de abril, tem caráter excepcional e terá vigência enquanto durar o estado de emergência decorrente da pandemia do novo coronavírus.

A Latam é uma das companhias que tem feito esse tipo de operação cargueira. A estreia desse tipo de viagem foi em 9 de abril, quando a empresa fez o trecho Guarulhos-Recife com um Airbus A321 carregado com dez toneladas de medicamentos. 

A autorização da Anac também incentivou a Azul a inovar. Pela primeira vez em sua história, a empresa realizou um voo com cargas em todo o espaço da aeronave. Como a demanda por transporte de passageiros diminuiu severamente desde o início da pandemia, o uso de aeronaves da linha comercial para levar cargas é, de certa forma, uma maneira de evitar a ociosidade dos equipamentos.

Fonte: CNT

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