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27 de abril de 2015

Fetronor adverte: "Transporte público não pode
ser máquina de arrecadação do governo".

Fetronor adverte:

O presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Nordeste (Fetronor), Eudo Laranjeiras, criticou o fim da desoneração na folha de pagamento das empresas do setor, proposto pelo governo federal.  Ele considerou um absurdo a falta de discussão quanto à mudança e disse esperar que o Congresso Nacional não se posicione de forma subserviente quanto ao assunto.

"Como é que se pode acreditar num País onde as regras mudam a cada seis meses ?", indagou, para em seguida lembrar que isso é muito ruim para o segmento de transporte, pois representa um custo muito pesado, já que a folha importa em 42% do total de despesas e as tarifas precisam ser diminuídas, diante da concorrência predatória e desleal dos transportes clandestinos, bem como da falta de dinheiro da população.

Para Eudo, esse é o mal do transporte público no país, a falta de coragem de se encarar, priorizar, subsidiar o transporte, porque o mundo inteiro faz isso e não é nada especial para o setor. "Não pedimos nada para nós, até porque quando falamos em desoneração do óleo diesel, da folha, tudo é para ser deduzido da tarifa, não vem para o empresário", lembrou, advertindo que o transporte público não pode ser máquina de arrecadação do governo e sim um processo de sua extensão, de benefício à população

Climatização

Quanto à implantação de ar-condicionado nos ônibus, o presidente da Fetronor disse ser possível, bem como ônibus circulando na madrugada e outras reivindicações que têm surgido de parlamentares e usuários. Ele ressaltou, porém, se a população terá condições de pagar e se as empresas conseguirão isso para ter um transporte de qualidade. "Todo benefício para a população é válido, mas alguém tem que pagar a conta. Se houver subsídio ou outra forma de incentivo, será feito". 
Por fim, ele previu que a troca do combustível pela matriz energética é uma mudança que ocorrerá a longo prazo, apesar de atualmente ser utilizado um óleo diesel S10,  menos poluente, de melhor qualidade e desempenho. "Não acredito em nada inferior a uma ou duas décadas, mas é algo que irá acontecer", concluiu.

FONTE: Cândido Nobrega/Assessoria de Comunicação

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