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08 de julho de 2013

Financiamento para melhoria do transporte
Medida foi defendida no seminário da NTU

Financiamento para melhoria do transporte

Para oferecer à população brasileira um transporte público de qualidade, é fundamental que haja um sistema de financiamento institucionalizado. A medida foi defendida na sexta-feira (5), pelo secretário-geral da Associação Latinoamericana de Sistemas Integrados e BRT (SIBRT), Luis Ricardo Gutiérrez, durante o Seminário Nacional 2013 “Mobilidade sustentável para um Brasil competitivo”. Ele comentou que dos oito pontos contidos no manifesto da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) pela melhoria da qualidade dos serviços no Brasil, o estabelecimento de um subsídio é a necessidade mais urgente para garantir as mudanças necessárias.

Gutiérrez citou as manifestações ocorridas no Brasil por melhoria no transporte e enfatizou que o financiamento necessário para promover as mudanças reivindicadas pela população deve estar agora na mesa de negociações entre o setor de transporte de passageiros e os governos federal, estaduais e municipais. “Não é o momento de paliativo. Está na hora de adotar mudanças estruturais. Então, temos uma oportunidade histórica de criar um sistema de financiamento institucionalizado. Em muitos países europeus existem leis que institucionalizam o financiamento”, afirmou Gutiérrez, que também é diretor estratégico para a América Latina da Embarq, um centro de transporte sustentável.

O secretário-geral da SIBRT citou que na Europa as tarifas cobrem de 30% a 60% dos custos. Algumas podem ser mais caras que as do Brasil, mas há a contrapartida da oferta de um serviço de qualidade. Ele comentou também que enquanto o Brasil perdeu cerca de 30% dos passageiros do transporte público nos últimos anos, em Madri, na Espanha, ocorreu um aumento de 57% na demanda, fruto de diversos investimentos que priorizam o transporte urbano e não o individual. Atualmente, são transportados no Brasil 40 milhões de passageiros por dia. Os serviços de transportes urbanos por ônibus atendem em torno de 87% da demanda de viagens nas cidades brasileiras.

Ao detalhar como poderia ser criado um fundo no Brasil, Gutiérrez disse que é preciso deixar claro os critérios de qualidade, eficiência e equidade; definir valores e suas fontes; estabelecer a co-responsabilidade dos distintos níveis de governo e prover os recursos para capacitação e inovação. Ele comentou também sobre dez pontos para se oferecer maior qualidade no serviço: desenvolver uma imagem de confiabilidade e respeito com a população; inserir os projetos de transporte público em planos de mobilidade que tenham uma visão geral da cidade; a construção de uma rede estruturante integrada dos diferentes modos de transporte, entre outros. 

gência CNT de Notícias ​

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