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27 de agosto de 2019

Mobilidade urbana
é pauta na NTU

Mobilidade urbana

Mais da metade das cidades brasileiras possui implementado o transporte coletivo - ao todo 2.901 - e, conforme estudos da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), é preponderante nesses locais um atraso na reformulação do setor. Enquanto no Primeiro Mundo já se discute a ele-tromobilidade e a importância de efeitos sociais da integração das pessoas nos municípios, na América Latina a realidade comum ainda é de pouca perspectiva. "Falta no Brasil o Poder Público redefinir melhor as suas atenções para um transporte público que atenda necessidades do futuro. Seja no que diz respeito à melhor qualidade de vida das pessoas, ou ainda nos efeitos ambientais de uma transformação, que encaro como urgente. Ainda está fora da pauta! E, pior que isso, a expectativa hoje é de, apenas em 2021, essa discussão avancar nas ações do governo federal e no Congresso Nacional.

Há escassez de recursos", alerta o coordenador nacional do Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade para Todos (MDT), Nazareno Stanislau Affonso, que participou recentemente de um seminário de empresários do segmento em Brasília, o qual teve também a participação do presidente do Consórcio Guai-curus, João Rezende. O executivo da concessionária responsável pelo serviço em Campo Grande-MS destaca ainda que apenas a aplicação de mais recursos nos municípios não seria o suficiente para a modernização necessária ao transporte coletivo. "Discordo de que só o discurso do 'mais Brasil e menos Brasília' resolva o nosso dilema. Temos bons exemplos de reordenação do setor na Colômbia, onde a integração de medidas foi o que promoveu um plano de mobilidade bastante funcional. Só que lá eles não trabalham com política setorizada como aqui, onde cada pasta do Poder Público trabalha cuidando somente do seu propósito. A solução para os problemas das cidades deve ser vista no âmbito global." 

Já o coordenador do MDT explica ainda o real motivo de o Brasil não ter conseguido viver antes a agenda de reformulação do transporte público. Mesmo com toda atmosfera de transformação, criada durante uma década, em vias da expectativa de o país sediar no breve período de dois anos uma Copa do Mundo e uma edição das Olimpíadas. Para Stanislau Affonso, pesou a estrutura da maioria das prefeituras nesse setor. "Sabemos como passam por um momento difícil os municípios. Acontece que, na fase em que houve maior irrigação de verba, os prefeitos, talvez por imediatismo, não souberam aproveitar o dinheiro para melhorias significativas desse setor.

É comum em cidades com 400 mil habitantes a pasta de Transporte e Infraestru-trura ter quadro reduzido de técnicos. E o que você faz se tiver apenas dois engenheiros? Por isso deve haver um plano nacional para lidarmos com o problema", questiona o especialista que luta por uma agenda nacional para a mobilidade urbana. Investimento no social apaga em Medellín 'o tempo da violência' A violência gerada pelo narcotráfico na Colômbia pode ter manchado o passado da cidade de Medellín, epicentro da luta dos cartéis, mas hoje é uma prova viva de que, com investimento social, se consegue combater o crime com sucesso e ainda fomentar o turismo.

Um novo tempo em que a mobilidade urbana foi protagonista. A virada se deu a partir da urgência do Poder Público realizar grandes obras de infraestrutura, além da iniciativa de se fazer com que os habitantes participassem do processo de transformação necessário para mudar a região. Destaque para o transporte público, que passou a ser visto de forma integrada e com uma finalidade, sobretudo, de caráter social. Com vontade política e ações empresariais efetivas, Medellín passou de uma cidade onde as pessoas tinham medo de viver há 20 anos para ser a única da Colômbia com metrô. Depois vieram o teleférico, as escadas elétricas e o bonde. E qual é a fórmula: "Investir dois pontos percentuais do PIB em atividades de inovação, ciência e tecnologia", diz o prefeito da cidade colombiana, Federico Gutiérrez. (Reportagem: EFE) "63% das pessoas que deixaram o transporte público retornariam a ele se a tarifa fosse R$ 1 mais barata." Otávio Vieira da Cunha Filho, Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) "E preciso ter coragem de criar maneiras de financiamento para transporte coletivo e enxergar o cidadão como cliente."

Fonte: NTU

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