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04 de agosto de 2014

NTU apresenta Anuário 2013/2014
Publicação traz desempenho do transporte público

NTU apresenta Anuário 2013/2014

O desempenho operacional do transporte coletivo é destaque no Anuário NTU 2013/2014 e reflete a atual situação do setor apontando os avanços e desafios enfrentados nos últimos dez anos. Anualmente a entidade avalia dados do serviço de nove estados brasileiros (ver box) a partir de indicadores de desempenho — que vão desde o índice de passageiros por quilômetro até o salário dos motoristas — e com eles são obtidas médias representativas.

É importante ressaltar que foram utilizados os dados de 2012 para São Paulo (SP), pois não foi possível obter os dados do estado referentes a 2013. Observa-se também que os indicadores de salários, tarifas, custos e preços das nove capitais analisadas são corrigidos de acordo com Índice Geral de Preços — Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getúlio Vargas. Para fins comparativos, os dados dos indicadores são avaliados em abril e outubro de cada ano.

Queda percentual nos indicadores de passageiros

Ao todo, o anuário considera 11 indicadores de desempenho operacional. Um dos indicadores que mais sofreram quedas percentuais foi o de passageiros transportados por mês. De 1995 — ano em que essa demanda atingiu o pico com pouco mais de 476 milhões de usuários de ônibus— até 2013, o número de passageiros transportados mensalmente diminuiu 1,7% ao ano, ou seja, houve uma redução de 30% em 18 anos. Com a crescente queda percentual, o ano de 2013 registrou cerca de 323 milhões de passageiros em outubro. O índice de passageiros por quilômetro (IPK) também sofreu uma diminuição significativa de 1994 — ano em que foi publicado o primeiro anuário da NTU — até 2013. Quando em 1995 houve o pico de IPK, com registro de 2,59 passageiros por quilômetro, a partir de 1998 esse indicador não ultrapassou o valor de 1,80.

A média de IPK entre 2012 e 2013 ficou estacionada em aproximadamente 1, 60. A tendência segue também no indicador de passageiros transportados por veículo por dia. Em 2013, a média foi de 395 pessoas que utilizaram o ônibus diariamente. Em relação a 2012, a diferença foi de apenas 0, 5% — a média foi de 394, 5 passageiros. Esse indicador obteve seu pico em 1995, com 631 milhões de passageiros, e começou a se estabilizar quando atingiu 400 milhões de usuários de ônibus em 2000. “Entre 1994 e 1998, o movimento relacionado ao transporte clandestino coincidiu com o agravamento do modelo de financiamento do transporte público. Os municípios também ficaram sem recursos para financiar e priorizar o setor, pois assumiram várias outras obrigações, como saúde e segurança. Esses fatores contribuíram para a diminuição na demanda de passageiros”, esclarece.

Ainda de acordo com André Dantas, a abertura econômica trouxe várias montadoras de automóveis para o Brasil, que geraram financiamentos acessíveis para a aquisição e popularização de veículos individuais. Esse fato contribuiu para que muitas pessoas que utilizavam o transporte público passassem a ter a oportunidade de trocar o ônibus pelo carro.

Indicadores de economia

A média da tarifa entre dezembro de 2012 e dezembro de 2013 passou por constantes variações devido à série de reajustes tarifários nas cidades brasileiras. Nesse período, foi registrada redução no preço das passagens de 15 capitais, 10 regiões metropolitanas e 71 cidades de pequeno e médio porte. Até julho de 2013, a média tarifária — ponderada pela quantidade de passageiros — era de R$ 2, 70.

O ano de 2013 também foi marcado pelo aumento no preço médio do óleo diesel por litro. Em outubro de 2012, esse indicador registrou o valor de R$ 1, 99. Em outubro de 2013, o valor foi de R$ 2, 03. Desde 2005, ano em que o preço do óleo diesel atingiu o pico, com média de R$ 2, 66, houve uma redução contínua no preço do combustível. No entanto, a tendência é que essa queda seja interrompida nos próximos anos.

Fonte: matéria publicada na Revista NTU Urbano Edição 9.

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