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23 de fevereiro de 2021

Reajuste do diesel agrava crise
no transporte público

Reajuste do diesel agrava crise

Fortemente impactado pelos efeitos da pandemia, que somam quase R? 10 bilhões em prejuízos ao transporte coletivo urbano no Brasil, o setor de transporte reclamou sofrer um novo golpe com o anúncio do reajuste do óleo diesel, de 15,2%, anunciado na última sexta-feira, pela Petrobrás.

De acordo com a Associação Nacional das Empresas de Transportes Públicos (NTU), o aumento desse combustível inviabiliza qualquer chance de recuperação do quadro crítico das empresas de ônibus urbano em todo o país.

O alerta foi reforçado em nova correspondência ao presidente da República, Jair Bolsonaro, na qual a NTU ressalta a gravidade da situação econômico-financeira do setor e informa que o novo aumento, somado aos reajustes acumulados do diesel desde o ano passado, geram um impacto de 5,8% na planilha de custos das operadoras, tendo em vista que o combustível representa em média, 23% dos custos operacionais das empresas de ônibus.

"Não conseguimos entender a insensibilidade do Governo Federal com um serviço essencial que garante o direito de ir e vir de 43 milhões de passageiros transportados por dia", destaca Otávio Cunha (foto), presidente-executivo da NTU.

Segundo Otávio Cunha, o setor reconhece o esforço do Presidente da República, que já anunciou medida emergencial que zera tributos federais sobre o óleo diesel por 60 dias, mas clama por soluções definitivas que passam pela reformulação da estrutura tributária incidente sobre o produto e pela adoção de políticas de preços especiais para setores essenciais como o de transporte público.

Na correspondência, a Associação destaca também que o anúncio da Petrobrás sobre o reajuste desse combustível em 15,2%, a partir desta sexta-feira, foi recebido com grande preocupação pelas empresas de ônibus.

"Com esse novo reajuste, o aumento acumulado no preço do combustível somará 27,5% somente este ano, ou 25,4% na comparação com os preços praticados em janeiro de 2020", explica o presidente da NTU.

Ainda no ofício endereçado a Bolsonaro, a NTU, que agrega cerca de 500 empresas associadas e mais de 70 entidades patronais filiadas de todas as regiões do país, respondendo por 405 mil empregos diretos, ressalta a importância do transporte púbico coletivo urbano.

A Associação enfatiza que a situação das empresas chegou a um limite crítico no Brasil, com prejuízos não só às operadoras do serviço, mas também aos trabalhadores. "Foram mais de 70 mil postos de trabalho perdidos", destaca Cunha.

O setor defende ainda, junto ao poder público, a adoção de um novo marco legal para o transporte público urbano e de caráter urbano, que inclua a segurança jurídica e a transparência nas relações contratuais, em resposta à crise setorial. Tal proposta já vem sendo discutida com representantes dos ministérios da Economia e do Desenvolvimento Regional.

NTU

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