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26 de fevereiro de 2021

Pandemia gera
prejuízo de R$ 2,6 bi

Pandemia gera

Na semana em que o primeiro caso confirmado do novo coronavírus completará um ano na sexta-feira (26), o número de passageiros que utilizam diariamente os ônibus na capital paulista e o sistema metropolitano de Transporte, formado por metrô, trens e coletivos intermunicipais, ainda está muito abaixo do registrado antes da pandemia.

Manter ônibus, metrô e trens operando com poucos passageiros, e até quase vazios, dependendo do horário, tem forte impacto nas contas públicas tanto da prefeitura quanto do governo do estado. Só em 2020, o prejuízo foi de R$ 2,6 bilhões. Para este ano, o governo do estado já prevê R$ 750 milhões para cobrir o valor que deverá deixar de ser arrecadado com a tarifa no sistema metropolitano.

De acordo com a SPTrans, empresa municipal que gerencia o transporte na cidade de São Paulo, atualmente, em dias úteis, a demanda no sistema representa 61% daquela verificada antes do início da pandemia da Covid-19. Na prática, de lá para cá, a quantidade de pessoas transportadas, por dia útil, caiu de cerca de 3,3 milhões para aproximadamente 2 milhões.

 Já nos trens do metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e nos ônibus da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), a demanda atual, na média das três empresas, representa 47% do que era antes do início da pandemia.

 Demanda atual de passageiros em comparação com o período pré-pandemia

 61% (ônibus da capital paulista)47% (trens e metrô)Fontes: SPTrans e secretaria estadual dos Transportes Metropolitanos

 Movimentação de ônibus no Terminal Bandeira, no centro de São Paulo - Foto: Marcelo Brandt/G1

 Contas públicas

 Em entrevista à GloboNews, o secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, explica que, em 2020, foi utilizado R$ 1,6 bilhão para cobrir o déficit provocado pela queda do número de passageiros no sistema metropolitano.

 "É importante registrar que o metrô, em toda a sua história, sempre foi uma empresa independente nos últimos tempos. Ele consegue através da cobrança da tarifa, do bilhete, suportar, pagar as suas contas. Desde que começou a pandemia, até o momento, o metrô não consegue as despesas do seu custo, não é investimento, é só o custo de operação, com a tarifa, com a passagem. Portanto, o governo do estado, através do imposto que todo cidadão do estado de SP paga, ele coloca o recurso do imposto no sistema de transporte público, seja no metrô, seja na CPTM, seja nas operações de ônibus da EMTU. Para que nos consigamos manter a normalidade, manter as operações, e, é claro, manter a frota completa quando é necessário, quando há demanda , explica Baldy.

G1

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