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09 de abril de 2012

SEST-SENAT Natal capacita Operadores de empilhadeira do Infraero
Toda carga que desembarga no aeroporto de Parnamirim, vinda do exterior, passa pelos terminais do Infraero

SEST-SENAT Natal capacita Operadores de empilhadeira do Infraero

Quando Katiúcia Ribeiro fez o exame do DETRAN e recebeu sua Carteira de Habilitação, a primeira coisa que fez foi se inscrever em um curso de operadora de empilhadeira.

Morena alta, de cabelos lisos, traços de indígena, Katiúcia é contadora de formação, funcionária do Infraero e uma das poucas mulheres do Brasil capacitada para pilotar os vários tipos de empilhadeira disponíveis no Terminal de Cargas do Infraero, na base aérea de Parnamirim.

Anualmente, passam pelos galpões instalados entre a área de embarque e desembarque de passageiros e os hangares dos caças da Força Aérea Brasileira, cerca de 5 mil toneladas de produtos importados e exportados pelo estado.

“Daqui saem basicamente frutas e peixe fresco, atum e meca, que são usados para fazer sashimi na Europa e no Japão”, revela Helder Fernandes de Oliveira,responsável pelas operações de armazenamento e transporte de cargas da Infraero em Natal, um dos únicos do pais que é operado exclusivamente por funcionários do quadro da empresa pública.

Nacionalização

Toda carga que desembarga no aeroporto de Parnamirim, vinda do exterior, passa pelos terminais do Infraero. “Aqui eles são nacionalizados”, explica Helder. “São pesados, conferidos e ficam armazenados a espera do sinal verde para serem liberados para seus donos”, completa.

No caso dos produtos que são embarcados para fora do país, eles passam por um processo semelhante. O Terminal de Cargas do Infraero funciona 24 horas e a movimentação de cargas de vários tipos, tamanhos, peso e volume é intensa.

Além de Katiúcia, outros sete operadores trabalham com as empilhadeiras no terminal. Todos eles participaram, neste começo de Semana Santa, de um curso de capacitação com 20 horas de duração.

“São oito horas teóricas e mais doze horas de prática, com as empilhadeiras da própria empresa. O operador aprende com a máquina com a qual ele trabalha”, detalha Jefferson Dantas, diretor do SEST-SENAT no Rio Grande do Norte, única entidade que ministra esse tipo de treinamento.

Mamão

Só este ano, o SEST-SENAT já realizou esse mesmo curso para várias empresas, “a maioria no setor de supermercado, atacadistas e também fábricas e grandes depósitos que trabalham com empilhadeiras”, revela Jefferson.

Na lista do empresas que realizaram esse curso, estão o Sam’s Clube, Coca-cola, Vitri Cerâmica, Atacadão, Uvifrios e, mais recentemente, o Hiperbompreço.

“Houve uma mudança muito grande nos últimos anos em relação a esse tipo de serviço. Hoje existem muitos mais empresas operando com empilhadeiras e a necessidade de formar profissionais é constante”, analisa Jefferson Dantas.

E enquanto o instrutor Élson de Almeida Fernandes, do SEST-SENAT, fazia exercícios práticos com os alunos-operadores, na pista do aeroporto e dentro de um galpão onde uma carga de mamão esperava para ser embarcada, comemorava o desempenho da turma.

“Aqui existem vários tipos de empilhadeira e nós trabalhamos com todas elas e o resultado em termos de aprendizagem foi excelente”, conclui o professor.

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