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03 de setembro de 2020

Seturn propõe
mudanças no horário de pico

Seturn propõe

As empresas de ônibus que operam em Natal pediram autorização da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) para, durante a pandemia do novo coronavírus, restringir o acesso de estudantes e idosos ao transporte público municipal.

A proposta do Seturn – sindicato que representa as empresas – é que, nas primeiras horas da manhã e no fim da tarde, os cartões de meia passagem e de gratuidade não funcionem nas máquinas que destravam as roletas.

De acordo com a entidade, o objetivo da medida é estimular que estudantes e idosos busquem o transporte público em horários alternativos, deixando o ônibus nos horários de pico apenas para os trabalhadores – o que diminuiria a superlotação em algumas linhas.

Um levantamento feito pelas empresas, ao qual o Agora RN teve acesso, mostra que o pico de embarques no sistema de transporte municipal acontece entre 5h e 6h da manhã. Nesse intervalo, segundo o Seturn, a média é de quase 11 mil embarques, todos os dias. No restante do dia, a média de passageiros transportados cai pela metade.

O Seturn aponta que pelo menos 30% dos passageiros transportados são idosos ou estudantes – que poderiam, na visão das empresas, buscar horários alternativos para usar o transporte pois, no caso dos alunos, as aulas presenciais nas escolas seguem suspensas e, no caso dos idosos, a recomendação é de isolamento social rígido para evitar o contágio pela Covid-19.

“Existe um pico concentrado. Nos outros horários, o ônibus está super vazio. Operamos de 5h à meia-noite. Tem duas horas com grande procura. Nas outras 17 horas, o ônibus está vazio. Então, quando dizem que a maioria dos ônibus está lotado, é mentira”, afirmou o consultor técnico do Seturn, Nilson Queiroga, em entrevista à 98 FM Natal nesta quarta-feira 2.

A STTU não é contra a medida, mas, segundo o secretário adjunto de Transportes da pasta, Clodoaldo Cabral, uma ação mais eficaz neste momento seria alterar o horário de funcionamento de estabelecimentos comerciais. Ele sugere que o comércio popular do Alecrim, por exemplo, abra suas portas mais tarde.

Fonte: Agora RN

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