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04 de agosto de 2020

Urbana-PE propõe
mudança em horários

Urbana-PE propõe

O Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Pernambuco (Urbana-PE) propôs ao governo do estado um escalonamento no horário de algumas atividades comerciais autorizadas a funcionar. A ideia é diminuir a pressão sobre o sistema de transporte e evitar aglomerações em coletivos. A instituição também propõe a criação de um comitê com o poder público e setores econômicos, para monitorar a situação de forma semanal ou quinzenal e fazer ajustes necessários.
A Urbana-PE protocolou a proposta no gabinete do governador Paulo Câmara, nas secretarias estaduais de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) e de Desenvolvimento Econômico (SDEC), e na Prefeitura do Recife. O documento foi elaborado em parceria com a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU). O titular da Seduh, Marcelo Bruto, deve se reunir nesta semana com o sindicato dos empresários de ônibus e outras secretarias de governo para entender melhor a proposta.

Desde 22 de junho, o sistema de transporte público da RMR funciona com 70% da capacidade. A circulação de 100% da frota é considerada inviável pelas empresas de transporte. "Temos que entender que 75% de todo o sistema são custeados pela tarifa. E mesmo com a volta gradual das atividades, a demanda de passageiros está em 50%. Há descompasso entre a receita e o custo operacional", diz o empresário Marcelo Bandeira, representante da Urbana-PE. "Queremos achatar a curva da demanda por transporte", acrescenta.

Na primeira semana de março, os picos ocorriam às 6h, 12h e 17h. O rush das 6h e o das 17h tinham mais de 100 mil passageiros e o das 12h reunia 90 mil. Na segunda semana de maio, os picos das 6h e das 17h tiveram 30 mil pessoas e o das 12h já não existia mais. Na segunda semana de julho, o rush das 6h e 17h beirava 60 mil passageiros.

"Existem horários em que há superlotação e outros com frota ociosa. Por que a construção civil precisa começar às 7h e não às 9h? Por que consultórios ambulatoriais não podem abrir às 10h? Não queremos que isso seja uma ordem, e sim discutido, para mudar o horário de algumas atividades que impactam a demanda e distribuir isso de uma forma mais homogênea ao longo do dia", defende.

Marcelo diz que o subsídio do estado "só se aplica aos dois lotes de corredores de ônibus licitados, que são os do BRT, representando 25% do sistema. Ainda assim, o custeio do governo não passa de 20% da arrecadação desses corredores." Desde que a pandemia começou a impactar o serviço - em 16 de março, primeiro dia útil sem aulas -, a Urbana-PE estima que deixou de arrecadar R$ 240 milhões. O valor é 40,9% da receita obtida no mesmo período de 2019.

Em nota, a Seduh confirma que recebeu a solicitação e que o tema será discutido novamente, com a participação da SDEC. A pasta também pondera que desde a implementação do plano de retomada das atividades econômicas, o governo já vem debatendo com representantes dos mais variados segmentos o escalonamento para, dentre outros objetivos, "reduzir a pressão sobre o transporte público nos horários de pico". A secretaria cita exemplos como o horário do comércio atacadista (9h às 18h), shoppings centers (10h às 20h), galerias (9h às 18h) e comércios varejistas não essenciais fora de centro comercial ou shoppings com até 200m2² (9h às 18h).

Grande Recife acompanha dinâmica de atividades

Até segunda ordem, continua valendo a determinação de 70% da frota circulando nas ruas, feita pelo Grande Recife Consórcio de Transporte. Em nota, o órgão gestor informa que "tem acompanhado a retomada das atividades econômicas e feito os ajustes necessários na operação dos ônibus para atender as demandas dos passageiros", - que se mantém em 50% há duas semanas.

O Grande Recife também afirma que fiscaliza o cumprimento de medidas sanitárias pelas operadoras. "Do mês de março à primeira quinzena de junho, realizamos 979 autuações nas empresas operadoras por descumprimento da programação. Ressaltando que se trata de um processo administrativo em que as empresas têm direito ao contraditório e à ampla defesa", garante.

Marcelo Bandeira, representante da Urbana-PE, justifica que a maior parte desses autos de infração são por superlotação. "É importante entender que a operadora não consegue controlar a demanda por faixa horária", afirmou.

Fonte: Diário de Pernambuco

Foto: Ed Machado

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